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São Maximiliano Kolbe e o Rosário


“O Santo Rosário é a espada do mílite da Imaculada” (SK 1127)

 

 

Padre Kolbe escreveu este artigo quando estava no Japão, como missionário da Imaculada. O seu intuito era mostrar aos japoneses a riqueza e a importância da oração do Santo Rosário na vida do verdadeiro cristão.

“Em todas as casas católicas, inclusive na mais pobre, é possível encontrar um terço. Principalmente na hora da reza, na igreja ou num enterro, pode-se perceber que os fiéis têm um terço nas mãos.

Nos momentos de alegria ou de tristeza, quando os fiéis se dirigem a Deus para invocá-lo, rezam o terço e são muito afeitos a ele. O rosário é semelhante ao ‘juzu’ dos budistas, mas a sua substância é totalmente diferente. A quantia de contas do terço é maior do que a do ‘juzu’ e há uma certa distância entre uma conta e outra.

Cada dezena é composta por uma conta maior e por dez menores, enquanto que o rosário todo se compõe de quinze dezenas. Geralmente os fiéis usam uma forma reduzida do rosário, composta de cinco dezenas, o terço.

(...) o rosário é uma oração muito fácil. É fácil entender como as crianças, e também as pessoas simples que não são levianas, podem facilmente se servir do terço como um meio de oração.

Além disso, as pessoas cultas, se refletirem a fundo sobre esses mistérios, compreendem mais facilmente a devoção do terço e, além disso, mediante a reza do terço, podem impetrar para si mesmos a graça da verdade perfeita e da fé. A Igreja estabeleceu que o mês de outubro seja o mês da reza do terço. Desde há muito tempo, os fiéis têm o costume de rezar o terço durante este mês, seja na igreja, seja em casas de famílias devotas.

Em suas aparições em Lourdes, no ano de 1858, a Mãe de Deus segurava o terço nas mãos e, através de Bernadete, recomendou que rezássemos. Por isso, podemos terminar dizendo que a oração do terço causa muita alegria à Imaculada. Além disso, com essa oração podemos facilmente obter grandes graças e benção divina.”.

São Maximiliano Kolbe
(Revista japonesa “Mungezai no Seibo no Kishi” Agosto de 1993)

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