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A Vida e a Morte, O Céu e o Inferno

“Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal”.
Livro da Sabedoria 1, 12-15.
Como vemos, Deus não criou o mundo para ser um vale de lágrimas, mas o homem o tornou assim. O criador fez um homem que viveria a eternidade, mas que pelo pecado acabou conhecendo a morte.
Quando falamos sobre o assunto ” morte” , muitas perguntas e muitas opiniões são levantadas. O que é a morte? Existe vida após a morte? A morte é uma etapa da vida?…
Para entender a morte, é necessário primeiramente conhecer a vida.
Desde o momento em que estamos no ventre da nossa mãe, já existimos como pessoas! A partir do instante em que o espermatozóide fecunda o óvulo, Deus nos dá uma alma. Portanto, já estamos vivos antes mesmo de nascer.
Talvez a maior pergunta da humanidade esteja nesse “viver”. Qual é o sentido da vida?
Quando nascemos, já temos designado um objetivo: alcançarmos a Vida Eterna.
Mas aí surge outra questão: o que é essa Vida Eterna?
É a vida que Deus quis dar ao homem e ele não aceitou; sua recusa se dá no momento em que pecamos. Por isso que dizemos que o “salário do pecador é a morte”. Na nossa vida aqui na Terra, temos as necessidades fisiológicas (comer, beber, urinar) e necessidades materiais (dinheiro, bens). Nesta vida, nascemos e envelhecemos. Quando morremos, se tivemos vivido de maneira cristã nesse mundo, Deus nos dará a Graça de viver ao seu lado, no Céu, onde não teremos fome, não envelheceremos mais, e poderemos viver definitivamente na Comunhão dos Santos.
Não venceremos a morte por nós mesmos, mas pelo perdão de nossos pecados através da redenção de Cristo. Por Jesus, todos podem entrar na Glória do Céu.
Deus não quer que fiquemos fora do Céu: Mt 18, 12-14.
Bom, já sabemos que existe Céu; temos que falar também do Purgatório e do Inferno.
Nas aparições da Virgem Maria, em Fátima, Portugal (1917), Nossa Senhora disse aos pastorezinhos que infelizmente são muitas as almas que estão no Purgatório e que se perdem no Inferno, por culpa de seus pecados.
O Inferno existe, embora muitos incrédulos neguem. Uma grande alegria do diabo é fazer com que as pessoas não acreditem no Inferno, porque aí não terão preocupação de se defender. O Inferno é o destino das almas dos pecadores que não se arrependem de suas culpas.
Em Mateus 25, 31-46, Jesus fala sobre o juízo final, que enviará os justos para o Céu e os injustos para o Inferno. Ora, assim como o dia do juízo final, que não sabemos quando será, assim é também com a nossa morte: não sabemos nem o dia nem a hora, e seremos julgados segundo nossas obras.
Há ainda o Purgatório, onde as almas que não estão dignas de entrar no Céu ficam passando por uma espécie de ” purificação” .
Sobre o Purgatório, o Catecismo da Igreja Católica, no § 1030, é lembrado que <os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.>
Quem vai para o Purgatório não corre riscos de ir para o Inferno, mas está ainda se preparando para entrar no Céu.
Agora que entendemos a existência do Céu e do Inferno, podemos afirmar que a morte é um “vestibular da vida” .Possuímos alguns anos de vida na terra, para o dia em que chegar a morte, estarmos capacitados de viver ao lado de Deus e contemplar a sua face. São poucos anos que podem nos dar a eternidade.
A morte não deveria ser um tabu tão grande como fazemos. Muitas pessoas se revoltam com a morte.
Não podemos nos esquecer que “do pó viemos e do pó iremos voltar”; ou seja, Deus nos dá o dom da vida, e ele nos tira esse dom quando bem entender. A nossa vida é dEle, e por ser bom, ele quer que alcancemos a Vida Eterna.
Quando um amigo ou parente morre, nos entristecemos. Mas não deveria ser sempre assim! É claro que ficamos tristes porque sentiremos saudades daquela pessoa, mas devemos nos alegrar porque aquela alma pode ter alcançado a Vida Eterna, estará junto de Deus, compartilhando do Paraíso.
Descobriu a resposta daquela primeira pergunta que fizemos: “qual o sentido da vida?”
O sentido da vida é ser santos, buscar a nossa santidade para alcançarmos a Eternidade, onde não haverá choros nem ranger de dentes.
Podemos constatar que em nossa comunidade muitas pessoas se esquecem da missão de ser Santos. Vemos que há pessoas que vivem honestamente, mas que sempre estão passando dificuldades. Há também aqueles que vivem na fortuna, gastando em farras, orgias, se divertindo e literalmente “curtindo a vida”. Será que esse afortunado está cumprindo suas obrigações de cristão, a caridade, a obediência, a oração?
Dinâmica
1- Você tem medo da morte? Como você encarava a morte antes dos encontros de Crisma e como você encara agora?
Música-Reflexão:
1- Uma canção em que vemos uma suposta conversa com Cristo e um fiel sobre os caminhos que levam ao Céu pode ser esta aqui. Já estamos preparados para fazer a nossa vida aqui na Terra o começo da vida no Céu?
Vem, e eu mostrarei (CD Canções para Orar 2
Vem, e eu mostrarei que o meu caminho te leva ao Pai,
guiarei os passos teus e junto a ti hei de seguir.
- Sim, eu irei e saberei como chegar ao fim.
De onde vim, aonde vou: por onde irás, irei também.
Vem, eu te direi o que ainda estás a procurar.
A verdade é como o sol e invadirá teu coração.
- Sim, eu irei e aprenderei minha razão de ser.
Eu creio em Ti que crês em mim e à Tua luz verei a luz.
Vem, e eu te farei da minha vida participar.
Viverás em mim aqui: viver em mim é o bem maior.
- Sim, eu irei e viverei a vida inteira assim.
Eternidade é, na verdade, o amor vivendo sempre em nós.
Vem, que a terra espera quem possa e queira realizar,
com amor, a construção de um mundo novo muito melhor!
- Sim, eu irei e levarei Teu nome aos meus irmãos.
Iremos nós e o Teu amor vai construir enfim a Paz!
ORAÇÃO E COMUNICAÇÃO COM DEUS
Há algumas formas de se aproximar de Deus. Já falamos anteriormente sobre a fé e as boas obras para alcançar a salvação. Hoje falaremos sobre esse combustível que nos garante a fé e impulsiona a prática das boas ações: a oração.
Quando necessitamos de uma maior intimidade com Deus, podemos nos aproximar dEle através da oração. É uma forma eficaz de comunicação com o Senhor. Mas será que temos nos utilizado desse recurso freqüentemente?
Infelizmente, muitas pessoas lembram de fazer suas orações somente quando estão necessitadas de alguma graça. Não deve ser esse o propósito final quando se reza, pois as orações podem ser feitas com vários propósitos. Podemos classificá-las em: oração de súplica, arrependimento, renúncia ou cura, ação de graças e louvor.
Súplica: É aquela oração em que pedimos a Deus ajuda para a nossa vida. Quando precisamos de saúde, ânimo, união familiar, paciência, ou qualquer outra necessidade, recorremos a Ele em oração. Devemos pedir com confiança, segundo nos diz Jesus em Mateus 21, 22. Mas deve-se tomar cuidado com o que se pede. Algumas pessoas reclamam que pedem a Deus nas orações por uma Graça e não a alcançam. Ora, a causa tem dois motivos: ou não se teve fé suficiente, ou pedimos algo que não nos faria crescer; Deus sabe o que é melhor para nós.
Se Deus não nos concede determinado pedido, é porque Ele sabe que esse pedido nos afastaria dEle ou seria prejudicial a nós. Muitas pessoas pedem fortunas, riquezas, status… Acabam-se esquecendo de pedir o dom de amar, perdoar, a serenidade, a fé… Deus sabe de nossas verdadeiras necessidades, embora sejamos muitas vezes mesquinhos e queiramos além do que nos é necessário. Não adianta alongar as orações se o que pedimos não nos será realmente algo que nos santifica. Deus tudo vê (Mt 6, 7-8).
Arrependimento: Cada vez que pecamos, nos afastamos de Deus, embora Deus não se afaste de nós. É através do arrependimento que reconhecemos nossos erros e podemos ser perdoados.
A partir do momento que rezo a Deus para que Ele me perdoe de algum erro, estou fazendo uma oração de arrependimento. E o reconhecimento da pessoa que errou e quer se emendar é bem visto por Deus, pois sua misericórdia é infinita. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Um exemplo de oração de arrependimento pode ser o ato de contrição: “Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo, com vossa graça nunca mais pecar. Meu Jesus, misericórdia”.
Renúncia ou Cura: É uma espécie de oração de libertação. Inúmeras vezes, nos vemos limitados por um problema ou por algum trauma ou vício, que nos acaba impedindo de uma maior intimidade com Deus. Às vezes, estamos tão apegados a determinados bens ou nos escravizamos por algum vício, que nos faz impotentes em mudar de vida. As drogas acabam fazendo que a pessoa se torne dependente, e faça da maconha o seu deus. A falta de perdão deve ser colocada também como algo que se queira renunciar. Esse tipo de oração ajuda a nossa purificação para que busquemos a nossa santificação. Reflita Efésios 6, 10-20, onde nos mostra que a oração é, além de cura, uma prevenção.
Ação de Graças: Talvez a ação de Graças seja esquecida por muitos. É aquela oração de agradecimento por termos alcançado alguma Graça. Nós nos acostumamos a pedir, pedir e pedir, mas dificilmente nos lembramos de agradecer. Quando pedimos um favor a alguma pessoa, dizemos obrigado; porém, esquecemos de dar esse obrigado a Deus. A oração de ação de Graças é importante, pois mostra que somos verdadeiros filhos de Deus, amados, agraciados, e a reza dessa oração deve servir de testemunho para outras pessoas. Tudo o que fazemos e obtemos sucesso, devemos dizer “Graças a Deus”, mostrando que se não fosse pela Sua ajuda, não nos seria possível obter a Graça. Veja Efésios 5, 18-20.
Louvor: É o reconhecimento de que Deus é o verdadeiro e único Senhor. Os judeus costumavam louvar a Deus por tudo, através dos salmos, pela sua grandeza, pela sua misericórdia, pelo dom da vida. Quando louvamos a Deus, mostramos a Ele nossa gratidão, mas com uma diferença da oração de ação de graças: na ação de graças, se louva por uma graça específica; no louvor, se louva pela providência e pelas atitudes de Deus frente a nossa vida, pelo seu projeto de Salvação, pela nossa redenção por Jesus, pela iluminação através do Espírito Santo. Um exemplo é o salmo 106.
Em que momentos estamos rezando? Com qual frequência?
Podemos diferenciar dois tipos de orações: as formuladas com palavras próprias e as já elaboradas. As duas têm o mesmo valor, embora se caracterizam por formatos diferentes.
- As formuladas com suas próprias palavras são aquelas feitas com intensidade um pouco mais particular, com ênfase nas necessidades individuais, um pouco mais espontânea e mais personalizada. Um grande exemplo é a oração que fazemos ao final da noite, relembrando as coisas boas e ruins que nos aconteceram durante o dia, e acabamos conversando com Deus.
- As orações já elaboradas são as orações mais tradicionais: a Ave-Maria, o Pai-Nosso, o Credo, o Glória; que são fórmulas de se orar. Embora alguns irmãos separados façam críticas a essas orações, foi o próprio Jesus que nos ensinou a orar dessa forma, como o Pai-Nosso (Mt 6, 9-13). Aliás, o Pai-Nosso é uma oração completa, pois conta com louvor, súplica, arrependimento, perdão e ação de graças.
Existem alguns instrumentos que nos ajudam a orar. A reza do terço, por exemplo, é uma forma eficaz.
São 4 os terços rezados: gozosos, dolorosos, luminosos e gloriosos, rezados cada qual no seu dia. A reza dos 4 terços é a reza do rosário.
Cada terço é composto por cinco mistérios, que são compostos por um Pai-Nosso, dez Ave-Marias e o Glória. No final do terço se reza a Salve-Rainha. É uma oração que se faz a Deus por intercessão de Nossa Senhora. Mas atenção: nunca devemos recitar essas orações, mas rezar, meditar cada palavra. Se eu rezar as 200 Ave-Marias do rosário e não meditá-las, vou estar rezando sem fé. Preciso prestar atenção em cada palavra que digo, e rezar não com a boca, mas com o coração).
Contemplar cada mistério é meditar toda a realização do plano de salvação de Deus. Os mistérios nos contam toda a anunciação até a ascensão.
Os mistérios do terço:
MISTÉRIOS GOZOSOS
MISTÉRIOS DOLOROSOS
MISTÉRIOS GLORIOSOS
MISTÉRIOS LUMINOSOS
1-A anunciação do anjo Gabriel a Maria
1-A agonia de Jesus no monte das Oliveiras
1-A ressurreição de Cristo
1- O batismo de Jesus
2-A visita de Maria a sua prima Isabel
2-A flagelação de Jesus
2-A ascensão de Jesus
2- As bodas de Caná
3-O nascimento de Cristo
3-A coroação de espinhos
3-A descida do Esp Sto sobre Maria e os discíp
3- O anúncio do Reino de Deus
4-A apresentação de Jesus no templo
4-O caminho de Cristo ao Calvário
4-A assunção de Maria
4- A transfiguração
5-Jesus perdido e reencontrado no templo
5-A crucificação
5-A coroação de Maria.
5- A instituição da Eucaristia
O Catecismo da Igreja Católica, no § 2699, nos ensina três outros modos de como se orar:
Vemos que a oração é um instrumento eficaz no nosso relacionamento com Deus. A nossa relação correta de filhos de Deus deve ser entendida através da parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18, 9-14).
Dinâmica:
1 Que tal rescrever o Pai-Nosso com suas próprias palavras?
2 Cada um escreve uma oração particular. É interessante fazer uma experiência de oração com os jovens.
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