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A Virgem Joana, Mãe do Estado Cristão – E flagelo das feministas!


Apresentamos a tradução do artigo “The Virgin Joan, Mother of the Christian State (and scourge of feminists!)” de Solange Hertz, publicado em The Remnant.
Joana Darc cortou seu cabelo bem curto e vestia roupas de homem. Ela particularmente imaginava belas armaduras e bons cavalos, que montava escarranchada e era admirada por sua proeza com a lança. Liderava tropas em batalha, mantendo-se na armadura por seis dias seguidos se necessário, e nunca vacilava em seu objetivo mesmo depois do inimigo capturá-la. Eles a examinaram e executaram, não por crimes de guerra, mas por ser uma feiticeira.
Poderíamos esperar vê-la comemorada num selo postal ou numa moeda de dólar junto de outras intrépidas mulheres que lutaram pelos direitos femininos ou que de outra forma batem os homens em seu próprio jogo. Mas as feministas vêem Joana com desconfiança, como que  não confiassem absolutamente nela. De toda forma, elas não a mencionam com freqüência, ao menos em público, e certamente não carregam sua bandeira em manifestações. Isso mostra um grau de perspicácia política de sua parte, pois fossem chamar atenção a ela, logo ficaria dolorosamente claro que não ligava nada para direitos iguais, seja para homens ou mulheres.
O que a preocupava eram os direitos de Deus. Sua única consideração era o direito supremo de Cristo Rei sobre a sociedade civil. Esses ela assegurava através de um imperturbável uso da força, colocando o legítimo sucessor do trono francês onde era seu lugar como substituto  designado de Cristo. A bandeira que carregava era branca, decorada com uma flor-de-lis. Ostentava a figura de Cristo Rei sentado na glória segurando o globo em Sua mão, rodeado por dois anjos e os nomes de Jesus e Maria. Joana a fez por mandato, através de um pintor Escocês chamado Hamish Power, por um modelo trazido a ela do céu por Santa Margareth e Santa Catarina.
Joana se apresentou ao rei como Jehanne la Pucelle. Comumente traduzido como “moça” em inglês, a palavra francesa medieval pucelle era então a palavra ordinária para virgem. Sob esse título, Joana o informou que tinha ordens do alto de expulsar os ingleses da França e coroá-lo em Reims. Ela tinha apenas dezessete anos, dificilmente cinco pés de altura (ndt: aproximadamente 1,52 m) e iletrada. Até então ela estava vestindo roupa masculina a pedido dos Céus, não apenas porque estava ocupada em liderar tropas na batalha, mas principalmente porque teria que preservar sua virgindade em meio aos soldados no campo. O rei teve a precaução de requerer à sua sogra Yolanda, Rainha da Sicília, e suas senhoras, que verificassem tanto o sexo de Joana como sua integridade física.
O resto é história. Infelizmente, os admiradores de Joana, fascinados pelo extraordinário éclat de sua vida ativa, enfatizaram tanto, quase que exclusivamente, o aspecto militar de sua missão, vendo nela uma espécie de santa menina-levada. Seu lado mais profundo, vislumbrado em suas longas horas de oração, seus jejuns, seus milagres, sua caridade para com os pobres e suas copiosas lágrimas, sempre prontas, raramente vêm à luz. Pouco ou nenhum conhecimento é tirado de suas profecias. O fato de se ter demorado 500 anos para canonizá-la deve nos levar a suspeitar, entretanto, que ela possa ser uma santa reservada de alguma maneira especial aos nossos últimos dias. Quando ela foi queimada na fogueira em Rouen, sua missão pode ter apenas começado.
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Talvez por outra razão, Joana-com-roupas-de-homem estava para mostrar ao mundo, o mais graficamente possível, exatamenteo que significava ser uma mulher. Montando seu cavalo branco de guerra, toda coberta por armaduras, ela poderia ser a resposta final ao feminismo – uma heresia que começou com Eva e que está agora destruindo a sociedade ao desvirtuar a família para além do irreconhecível.
Nós temos a palavra da Rainha Yolanda de que Joana era realmente uma mulher. Sua alegre elegância, sua doce voz feminina e modéstia são tratados longamente numa famosa carta que um contemporâneo senhor francês escreveu ao Duque de Milão. Volumes de depoimentos no seu julgamento e na sua reabilitação formal depois de sua morte testemunham que ela era feminina de todas as formas e o era atraentemente. Há ainda evidências que uma mau-sucedida ação para quebra de promessa [de virgindade] foi trazida a ela por um desapontado pretendente que seus pais escolheram para ela.
Durante sua curta carreira deixou claro que preferia estar tecendo em casa em Domremy que liderando homens no combate, mas ela tinha que fazer a vontade de Deus. Era seu lema que Ele deveria ser servido primeiro. Realmente, uma senhora em seu julgamento lembrou-se dela dizendo: “sua impaciência era tão urgente que o tempo parecia para ela tão longo como a uma mulher grávida”. Mesmo antes de encontrar o Rei, Joana foi ademais ouvida profetizar que seria mãe de um Papa, de um Imperador e de um Rei. O que queria dizer com esse discurso obscuro apenas agora está sendo conjeturado. Quando ela foi inquirida por uma explicação, ela respondeu que o tempo ainda não chegara, mas que o Espírito Santo cuidaria disso.
O que é se sabe de sua observação é que ela conhecia sua vocação de ser uma mulher e não um homem. Apesar de seu gênio militar, Joana não era uma amazona, nem uma sufragista, e certamente nenhuma inimiga-de-homem. Seu objetivo, sobretudo, era colocar um homem no trono da França. Ao fazê-lo, ela vingava plenamente a antiga lei que concedia direitos de sucessão real apenas para a linha masculina. Seu propósito principal era expulsar os ingleses que, por aproximadamente cem anos, ocuparam a França reivindicando o trono através do ramo feminino.
Não que deva existir qualquer confusão sobre o papel da mulher no mundo. Deus o definiu claramente quando criou o gênero humano em homem e mulher, e isso nunca mudou. Declarando que “não é bom que o homem esteja só”, o Criador fez para Adão “um auxílio que lhe seja adequado” (Gen. 2:18). Toda a vocação da mulher está em ser a ajuda de Deus para o homem, a quem ela está unida indissoluvelmente numa única natureza humana. Sua raison d’etre é primeiro e antes de tudo amaternidade, de um tipo ou de outro, dando a luz seja fisicamente ou espiritualmente às crianças que o homem gera. É um dever que se estende por todos os seus trabalhos.
Imagem do Espírito Santo, a mulher é no nível humano o paráclito par excellence, que nunca age independentemente, mas aperfeiçoa as ações de pais e filhos. Quando o homem vacila ou desaparece, por sua própria natureza ela corre atrás da ruptura. Nossos últimos dias têm testemunhado significantes intervenções da parte da Mãe de Deus, a quem São Maximiliano Kolbe chamou da coisa mais próxima de uma encarnação do Espírito Santo. Um de seus títulos é “Auxílio dos Cristãos”. No Gênesis nós recebemos a promessa de que ela finalmente esmagaria a cabeça de Satanás, então podemos crer que, em si mesmo, a própria guerra não é incompatível com a vocação da mulher. Foi prerrogativa de Joana apresentá-la a nós nos mais simples termos, plenamente armada e com uma lança em mãos!
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O homem herdou um defeito inato de seu pai Adão, que no princípio falhou em afirmar sua própria autoridade sobre Eva. Quando, fazendo o que vem naturalmente, ela se apresentou para ajudá-lo na instigação da serpente, Adão a permitiu usurpar seu papel e através disso precipitou a humanidade na miséria e na morte. O mesmo ocorre numa sociedade onde existe um colapso de autoridade, que pela lei natural é intrinsecamente masculina. A mulher automaticamente se apresenta para ajudar. Se ela não está motivada sobrenaturalmente, ela toma o comando como Eva fez. A sociedade se torna matriarcal ou pior. Quando as mulheres são corrompidas, os homens são despojados de seu auxílio temporal mais próximo vindo de Deus e a sociedade cai em ruína.
Uma mulher estimulada sobrenaturalmente realiza exatamente o oposto. Joana sustentou um rei vacilante, derrotou seus inimigos e o colocou em seu trono. Ao restabelecer a autoridade masculina  salvou todo um povo, suas leis e mesmo sua fé. Teve de ser mulher, pois uma nação foi literalmente renascida nela. Certamente não foi a primeira mulher inspirada a apresentar-se num tempo de crise. O Velho Testamento propõe para nossa admiração a juíza Deborah, a bela viúva Judite, a Rainha Esther, Jael e muitas outras como a mulher desconhecida que golpeou o malvado Abimelec com uma pedra de moinho em Siquém.
Santa Catarina de Siena lembrou Papas de seus deveres e remediou o Grande Cisma. Santa Teresa reformou a Ordem Carmelita. Ambas foram Doutoras da Igreja, fazendo o que a mulher faz de melhor ao ajudar o homem a fazer o que deve. As duas virgens santas mandadas pelo céu para instruir Joana em sua missão foram, na vida terrena, similarmente engajadas em colocar o homem em seu lugar. Santa Catarina de Alexandria possivelmente foi martirizada na conhecida Roda de Santa Catarina por superar os filósofos pagãos do Imperador Bizantino em debate aberto. A Romana Santa Margaret era uma popular padroeira dos nascimentos.
Quando elas apareceram a Joana, nunca se referiam a ela de outra maneira a não ser Jehanne la Pucelle, literamente, Joana a Virgem. Começada sua vida pública, a própria Joana nunca usou outro nome. Era então dessa forma que todas as suas cartas eram assinadas. Seus piores inimigos na Universidade de Paris escreveram “aquela mulher la Pucelle”. Até mesmo o Bispo Cauchon, o juiz que a condenou à morte, a citou no júri como “uma mulher de nome Joana, comumente conhecida como la Pucelle.”
Isso põe Joana numa classe por si mesma, pois até que ela tivesse entrado na história, ninguém a não ser a Beatíssima Virgem havia consentido tal título em seu próprio nome. A Imaculada Virgem Maria, como Mãe do Filho de Deus e de Seu Corpo Místico, ocupa uma posição incomparável além da de mera santa. Apenas ela é a Virgem – Mãe da Igreja e de todos os eleitos na ordem sobrenatural. Ainda, o Ofertório da missa de Joana aplica a ela um texto ordinariamente reservado à Beatíssima Virgem: “Vós sois a glória de Jerusalém, vós sois a alegria de Israel, vós sois a honra de nosso povo”.
Longe de ser uma freira, Joana não tinha vocação religiosa no sentido estrito.Guardada as devidas proporções, se seu único título era seu por direito, e se o fato de ser realmente “a Virgem” é verdadeiramente sua prerrogativa, o era estritamente na ordem temporal. Pareceria que Joana está destinada a trazer doravante, certamente não a Igreja, mas a renovada sociedade civil de Cristo Rei, a sociedade que Ele prometeu a Santa Margarida Maria. Ele reinaria no tempo devido como supremo Senhor, apesar de todos os Seus inimigos. À mão direita da Virgem Maria, a incomparável Theotokos, pode então ser encontrada sua fiel criada, a virgem Joana, a Politokos, virgem-mãe do estado Cristão.
Não estaria ela, que recebeu do céu a virgindade como seu próprio nome, através disso destinada a uma missão de primeira ordem?” Pergunta o Cardeal Pie. Tomando a linguagem de Santo Agostinho, ele registrou:
Deus estava vindo a nós novamente através de um caminho virginal. Ele veio em Joana e por Joana, não mais, é claro, para nos dar o Salvador, mas para nos dizer o que o Divino Salvador deve ser entre nós: o Rei dos reis e o Senhor dos senhores… A Santa Pucelle, vinda à Terra para restaurar a noção da realeza do Filho de Maria, o Filho de Deus, teve de morrer, teve de oferecer o sacrifício de sua vida para assegurar a aparência dessa noção no pleno esplendor de sua verdade, na hora marcada pela Divina Providência, pois assim ela poderia se gravar nas mentes e penetrar dentro de toda a sociedade.
A Epístola da Missa de Joana, tomada do livro da Sabedoria, fecha com as palavras: “Governarei povos e as nações ser-me-ão submissas. Príncipes temíveis estarão cheios de medo ao ouvirem falar de mim; mostrar-me-ei bom para com o povo e valoroso no combate.” No tempo Pascal, canta o Aleluia Fecisti viriliter!”, tomado do livro de Judite: “Agistes virilmente, então agora rogai por nós, pois sois uma santa mulher e temeis a Deus”.
Não é esse o trabalho da mulher? Por acaso teria ela que agir como um homem para fazer isso, tendo sido feita uma “ajuda para ele”? Bem ou mal, gostem ou não, as mulheres são as mães da sociedade civil.

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