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Postagens

Padre Luiz Gonzaga do Monte (Padre Monte)

Sacerdote que seus contemporâneos habituaram-se a chama-lo de “Sábio e Santo”, face a sua cultura polivante. Foi ele ungido sacerdote aos vinte e dois anos de idade e sua primeira missa celebrada na Capela do Colégio da Imaculada Conceição, no final do mês de setembro, de mil novecentos e vinte e sete. Anos depois, seria ele Capelão e Professor do mencionado Educandário. Viveu apenas trinta e nove anos! Nasceu no ano do falecimento do Padre João Maria, em mil novecentos e cinco, dia três de janeiro. A curta trajetória existencial não impediu a conquista de grandiosa sabedoria e de realizações significativas e consagratórias. No dia da sua Ordenação Sacerdotal, o então Cônego Estevam José Dantas, seu ex-mestre de Latim, no Seminário, declarou na imprensa, jornal “Diário de Natal”, que o novo sacerdote já poderia ser considerado, inobstante sua pouca idade, o maior latinista do Estado. Antecipou-se em tudo. Ainda menino, ingressou na Congregação Mariana. Seminarista, já l...

O Senhor Morto

Padre Monte, 1929  Para o Calvário Após o infinito percurso de dois mil anos, ainda esse pesar renasce vivo como se agora mesmo fosse produzido, e a emoção dos que a relembram na sinceridade de fé e do seu amor pelo Cristo, vibra-lhes intensamente na sensibilidade, na alma e no coração, como se pela primeira vez assistissem à tremenda tragédia do Gólgota. A cena ressurge vívida à recordação do inenarrável suplício. Descem como pequeninos rubis, as gotas de sangue precioso à fronte iluminada e bela, como implácido céu estrelejado, cingida da coroa irônica de lancinantes espinhos; as rótulas dilaceradas pelas quedas, em marcha da penedia sinistra, a boca exangue e luminosa entreaberta aos haustos extremos a uma asfixia que o oprime sob o peso do lenho descomunal, vai selar com a vida de exemplos e milagres a redenção do homem. Toda a imensa dor humana, refulgente nesses belos olhos doces e claros, como sóis longínquos e melancólicos, pesava-lhe mais aos ombros ...

A igualdade econômica é imoral e atenta contra o “bem comum”

"Pessoas livres não são iguais, e pessoas iguais não são livres". Gostaria muito de saber quem foi a primeira pessoa a proferir essa máxima.  Ela certamente está entre as maiores verdades de todos os tempos, uma que é ao mesmo tempo simples e repleta de profundos significados. A igualdade perante a lei — por exemplo, ser julgado inocente ou culpado baseando-se exclusivamente em você ter cometido o crime, e não em sua cor, gênero ou crença — é um ideal nobre ao qual nenhuma pessoa de bom senso se opõe.  Por isso, não é o tema deste artigo.  A "igualdade" a que a frase acima se refere está relacionada à renda econômica e à riqueza material. Colocando de outra maneira, portanto, a frase pode ser lida da seguinte forma: "Pessoas livres terão rendas distintas. Em arranjos nos quais as pessoas têm obrigatoriamente a mesma renda, elas não podem ser livres". A igualdade econômica em uma sociedade livre é uma miragem com a qual os redistributivistas sonha...

Qual a importância dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão?

A atuação dos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão é algo muito comum em nossas paróquias e muitos leigos falam inclusive de um chamado, uma vocação à este ministério, uma grande missão. Os ministros prestam um belíssimo e honroso serviço de caridade aos demais fiéis para que todos possam receber Jesus Eucarístico sem prolongar excessivamente a missa e isso é muito louvável. Também é importante ressaltar que o ministro é tão indigno de fazer isso que ao distribuir a comunhão seria importante que a contrição e o desejo de agradar à Deus em sua vida e conduta pessoal crescessem. Porém no nosso país a atuação dos mesmos é considerada, excedendo sua importância, uma vocação para a vida toda, até mesmo uma pastoral fixa ou cargo vitalício e isso é completamente falso. São chamados ministros “extraordinários” justamente porque a presença e atividade deles deve ser algo incomum. A disciplina da Igreja possui uma instrução chamada “ Acerca de Algumas Questões sobre a Colabor...

A Vida e a Morte, O Céu e o Inferno

“Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal”. Livro da Sabedoria 1, 12-15 . Como vemos, Deus não criou o mundo para ser um vale de lágrimas, mas o homem o tornou assim. O criador fez um homem que viveria a eternidade, mas que pelo pecado acabou conhecendo a morte. Quando falamos sobre o assunto ” morte” , muitas perguntas e muitas opiniões são levantadas. O que é a morte? Existe vida após a morte? A morte é uma etapa da vida?… Para entender a morte, é necessário primeiramente conhecer a vida. Desde o momento em que estamos no ventre da nossa mãe, já existimos como pessoas! A partir do instante em que o espermatozóide fecunda o óvulo, Deus nos dá uma alma. Portanto, j...

O que é o purgatório?

Será que todas as coisas sujas que acumulamos em nossas vidas se tornarão, de repente, irrelevantes? Para a Igreja Católica, o purgatório é um estado no qual as almas dos defuntos passam por um processo de purificação a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. É a ocasião final que Deus dá às pessoas de se habilitarem para a comunhão plena com Ele. Assim, o purgatório é a última conversão, na morte. O modo de viver de cada pessoa não é irrelevante.  A morte não é uma esponja que simplesmente apaga todo o mal feito e o pecado cometido.  Raros são os que, na morte, estão de tal forma purificados que podem mergulhar direto na santidade de Deus. A graça de Deus que salva não prescinde da justiça. Quando uma pessoa morre, sua opção de vida torna-se definitiva. Podem existir pessoas que levaram uma vida puríssima, tendo morrido na graça e na amizade de Deus, estando totalmente purificadas. A Igreja ensina que tais pessoas seguem imediata...

Cristianismo, capitalismo e comunismo - parte 1

No post  "Bono Vox, do U2: 'O capitalismo tira mais pessoas da pobreza do que doações'!" , o comentário que reproduzimos abaixo, seguido de nossa resposta. Entendemos que seria importante dedicar uma postagem específica para tratar deste tema, pois a mensagem  representa uma certa linha de pensamento que é compartilhada por outros leitores. Segue: Discussão polêmica e extensa! Mas gostaria de dar uma contribuição singela. Creio que o Cristianismo pode se desenvolver bem, não importa o sistema político vigente, desde que os Cristãos permaneçam fiéis. E isso é o que importa. Acredito também que a Igreja deve viver num "Comunismo Cristão", segundo o livro de Atos: Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. Atos 2, 44-45. Isso é amor entre irmãos. Agora, o problema é o Comunismo Político, porque é um sistema ateu e, portanto, diabóli...