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A morte, o Juízo Particular e o Juízo Final

"Cristo em Majestade junto aos Santos Patronos de Cremona", BOCCACCINO, Boccaccio "Se os santos estão vivos então pra que a Biblia fala na ressureição?". Esta é, sem dúvida, uma questão que confunde muita gente. Vamos tentar, então, esclarecê-la, partindo de uma breve reflexão sobre a finitude desta vida. Para refletir sobre o fim da nossa vida neste mundo é conveniente lembrar primeiro da sua origem. “Deus criou o homem imortal, o fez à sua imagem e semelhança. Por inveja do demônio entrou no mundo a morte” (Sb 2, 23-24). Nós não fomos criados para a morte. Haviam no Paraíso duas árvores: a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e a Árvore da Vida. A única proibição de Deus a Adão e Eva foi comer do fruto da primeira, e mesmo assim eles pecaram, afastando-se da Graça, perdendo sua condição especial de criaturas amadas e próximas de Deus. Foram, então, expulsos do Paraíso. Um dos significados mais profundos dessa narrativa é bem claro: a causa da morte ...

Corte inaugura “direito à blasfêmia” na França

Mais um sinal dos tempos: Corte francesa absolve feministas que invadiram Catedral de Notre Dame e condena os vigias “por violência contra as militantes”(!) EM FEVEREIRO do ano passado, ativistas do movimento feminista  Femen , famosas por suas exibições internacionais contra a Igreja Católia e contra a moral e os costumes cristãos, nas quais se apresentam sempre desnudas, decidiram comemorar a renúncia do Papa Bento XVI invadindo a Catedral de Notre Dame, em Paris, com inscrições ofensivas à religião e ao Sumo Pontífice em seus corpos. Além de todo o grande transtorno causado pela invasão do templo e pelo ultraje ao sentimento religioso dos católicos, presentes ou não, as militantes danificaram três sinos da igreja histórica com bastões de madeira, segundo informações das agências internacionais. Agora, as últimas notícias reportam que as feministas foram absolvidas pelo ato na Notre Dame de Paris. Mais: a Justiça penal da França não só decidiu “inocentar nove...

SOBRE O DÍZIMO, ESPÓRTULAS E TAXAS (Monsenhor Estanislau Polakowski)

O dízimo é disposição vétero-testamentária. Os Evangelhos não falam da obrigação de se pagar o dízimo. Neles, a palavra “dízimo” só é mencionada pelo fariseu da parábola que despreza o publicano, em Lucas 18, 12; em Mateus 23, 23, onde Jesus denuncia a hipocrisia dos escribas e fariseus, e na epístola aos Hebreus 7, 2. 5. 9, onde é lembrado o dízimo dado por Abraão a Melquisedec e o dízimo recebido pelos levitas. Há ainda a passagem em Mateus 22, 21, onde Jesus afirma: “Dai, pois, a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”, “desafiando os adversários a serem tão observantes no pagamento de suas dívidas a Deus quanto o são para pagar suas dívidas com o imperador”. Além do dízimo dos produtos da terra e dos rebanhos – em determinadas épocas substituído por dinheiro – o que existia no Antigo Testamento eram as ofertas de aves e animais (ofertas, ou melhor, taxas, porque eram determinações obrigatórias) para sacrifícios e purificações (Lev. 14). O Livro 2º dos Macabeus ...

Invasão islâmica mundial

O QUE ACONTECERIA se o bebê George, futuro rei da Inglaterra, se convertesse um dia a uma religião não cristã? O arcebispo da Cantuária, líder anglicano que celebrou o batismo do menino, disse que não se importaria se isso acontecesse (conf.:  Daily Mail ). Os próprios pais do menino, aliás, raramente vão à igreja, assim como seu avô, o Príncipe Charles. Essa é a família real perfeita para representar a fé, – ou a falta dela, – no Reino Unido, em que apenas 8% das pessoas entre 30 e 50 anos frequentam a igreja anglicana assiduamente. A igreja anglicana [ que teve origem num ato de adultério ], fundada graças aos caprichos de um rei lascivo, oferece ao povo britânico um cristianismo aguado, afundado em heresia e relativismo. Não surpreende que essa caricatura triste e vazia do catolicismo já não convença mais quase ninguém. E é neste vácuo espiritual que o islamismo, uma religião de fortes convicções, está encontrando espaço e criando raízes. Muitos pensam que o rad...

Excelências da Santa Missa – II

Leia a primeira parte desta série Segunda Excelência – O Sacrifício da Santa Missa tem por Sacerdote o Próprio Jesus Cristo DEPOIS DE DIZER que o Sacrifico da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz, e não uma cópia, era de imaginar que não se poderia encontrar prerrogativa melhor. O que o torna, entretanto, mais sublime é o fato de ter como Sacerdote o próprio Deus feito homem(!). Três coisas, certamente, são para considerar no santo Sacrifício: o Sacerdote que oferece; a Vítima oferecida; a Majestade divina, a Quem se oferece. Ora, três considerações: o Sacerdote, que oferece, é um Homem-DEUS, JESUS CRISTO: a vítima é a Vida de um DEUS; e não se oferece a outrem senão a DEUS. Reanimai, portanto, a vossa fé, e reconhecei, no padre que celebra, a Pessoa adorável de Nosso Senhor JESUS CRISTO. É Ele o principal oferente, não só porque instituiu este santo Sacrifício, e lhe dá, por seus méritos, a eficácia, mas porque se digna, em cada Santa Missa e para nosso benefício, ...

Excelências da Santa Missa – I

• Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores S. Leonardo de Porto-Maurício É UMA VERDADE incontestável que todas as religiões, que existiram desde o começo do Mundo, tiveram sempre algum sacrifício como parte essencial do culto devido a DEUS. Mas porque essas religiões eram vãs ou imperfeitas, seus sacrifícios, também, eram vãos ou imperfeitos. Totalmente vãos eram os sacrifícios do paganismo, e nem acode ao espírito falar sobre eles. Quanto ao dos hebreus, eram imperfeitos. Se bem que professassem, então, a religião verdadeira, seus sacrifícios eram podres e defeituosos, infirma  et egena elementa , como qualifica São Paulo. Não podiam, assim, apagar os pecados nem conferir Graça. Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito, e, em todo sentido, completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS, reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo domínio de DEUS. Davi o cha...