Pular para o conteúdo principal

Crime de amor





Ele estava caminhando, sorridente, despreocupado e pam! Cai duro, morto. Ataque fulminante.


Familiares e amigos choram, mas Deus é quem faz a Justiça: ou irá para o Céu ou para o inferno eterno. Nós aqui na Terra, estamos presos uns aos outros, por laços afetivos de parentescos ou amizade e perder um ente querido nos causa dor.


Porém Deus ama as pessoas menos do que nós? Claro que não. Deus ama o ser humano infinitamente mais do que nós, porém sendo infinitamente Justo, dá ao homem inúmeras oportunidades de salvação, mas este, pelo livre arbítrio, muitas vezes despreza as graças recebidas e escolhe o mau caminho. Por sua livre opção, por ter o livre arbítrio, o homem pode escolher amar a Deus ou odiá-lo. E não é raro a escolha de odiar a Deus.


O laço que une Deus aos homens, não é um laço sentimental ou romântico, mas um laço de Justiça, de Criador para criatura. Deus nos deu os dez mandamentos para seguirmos e os meios da salvação. Deus nos ama mais do que todos, e quer nos dar a vida eterna. Mas para os homens aqui na Terra, viver bem é beber, comer e gozar a vida... Triste pensamento esse. Deus quer que lutemos contra nossas más inclinações e trilhemos nos caminhos da Virtude. Porém nem todos aceitam a salvação. O caminho do mal é mais “gostoso” do que o do bem. As pessoas não fazem o menor esforço para ser bons, apenas o suficiente para viver em sociedade e plenamente nos deleites da vida.


Você já foi a um tribunal? Viu alguém ser julgado? Condenado ou absolvido, este é o julgamento da Terra. Mas como será o Julgamento de Deus? Já ouviu falar em crime de amor?


A morte é como um fechar e abrir dos olhos, pois se fecham os olhos para o mundo e imediatamente se abrem e se encontra Deus face-a-face... Aí é que a gente vê Deus puríssimo, em sua alvura brilhante e nós vemos nossa sujeira e podridão. A vontade que dá seria a de fugir dos Olhos puríssimos de Deus e nos esconder por vergonha de nossos pecados. Mas não é isso que acontece. Os bons, verão seus pecados, mas contritos, esperam no Senhor sua salvação. Os maus, que jamais se arrependeram nesta Terra, sabem que estão irremediavelmente condenados, pois sua sujeira jamais se apagará. Não se arrependeram enquanto tinham tempo aqui e continuaram sua vida de pecados.


O que é crime de amor? Vejamos a explicação no livro “Meditações para todos os dias do ano”, de M. Hamon, traduzido do francês pelo Padre Francisco Luiz de Seabra, com aprovação eclesiástica – edição de 1940, páginas 20 e 21:


Porque amar a Deus?
É porque não o amar é um TRÍPLICE CRIME:


CRIME DE MENOS PREÇO, pois que Deus e as suas perfeições merecem infinitamente mais todo nosso amor que todas as criaturas juntas.


CRIME DE INJUSTIÇA, pois que o homem, não podendo viver sem amar e amando as criaturas, já não ama o seu Criador, prefere por isso mesmo o finito ao infinito, o nada ao tudo, a pouca bondade e beleza que há na criatura à bondade e beleza infinitas que há em Deus, o que é sumamente injusto.

CRIME DE INGRATIDÃO, porque temos recebido tudo de Deus, e nada das criaturas, senão alguns benefícios que Deus lhes permitiu que nos fizessem; porque finalmente, esperamos de Deus uma felicidade eterna e das criaturas o que unicamente diz respeito à vida presente; porque Deus não nos faz senão bem, e as criaturas não nos fazem muitas vezes senão mal.

Postagens mais visitadas deste blog

Pai Nosso explicado

Pai Nosso - Um dia, em certo lugar, Jesus rezava. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar como João ensinou a seus discípulos”. È em resposta a este pedido que o Senhor confia a seus discípulos e à sua Igreja a oração cristã fundamental, o  Pai-Nosso. Pai Nosso que estais no céu... - Se rezamos verdadeiramente ao  "Nosso Pai" , saímos do individualismo, pois o Amor que acolhemos nos liberta  (do individualismo).  O  "nosso"  do início da Oração do Senhor, como o "nós" dos quatro últimos pedidos, não exclui ninguém. Para que seja dito em verdade, nossas divisões e oposições devem ser superadas. É com razão que estas palavras "Pai Nosso que estais no céu" provêm do coração dos justos, onde Deus habita como que em seu templo. Por elas também o que reza desejará ver morar em si aquele que ele invoca. Os sete pedidos - Depois de nos ter posto na presença de Deus, nosso Pai, para adorá-lo...

Símbolos e Significados

A palavra "símbolo" é derivada do grego antigo  symballein , que significa agregar. Seu uso figurado originou-se no costume de quebrar um bloco de argila para marcar o término de um contrato ou acordo: cada parte do acordo ficaria com um dos pedaços e, assim, quando juntassem os pedaços novamente, eles poderiam se encaixar como um quebra-cabeça. Os pedaços, cada um identificando uma das pessoas envolvidas, eram conhecidos como  symbola.  Portanto, um símbolo não representa somente algo, mas também sugere "algo" que está faltando, uma parte invisível que é necessário para alcançar a conclusão ou a totalidade. Consciente ou inconscientemente, o símbolo carrega o sentido de unir as coisas para criar algo mair do que a soma das partes, como nuanças de significado que resultam em uma ideia complexa. Longe de objetivar ser apologética, a seguinte relação de símbolos tem por objetivo apenas demonstrar o significado de cada um para a cultura ou religião que os adotou. ...

O EXÍLIO BABILÔNICO

Introdução O exílio marcou profundamente o povo de Israel, embora sua duração fosse relativamente pequena. De 587 a 538 a E.C., Israel não conhecerá mais independência. O reino do Norte já havia desaparecido em 722 a.E.C. com a destruição da capital, Samaria. E a maior parte da população dispersou-se entre outros povos dominados pela Assíria, o reino do Sul também terminará tragicamente em 587 a.E.C. com a destruição da capital Jerusalém, e parte da população será deportada para a Babilônia. Tanto os que permaneceram em Judá como os que partirem para o exílio carregaram a imagem de uma cidade destruída e das instituições desfeitas: o Templo, o Culto, a Monarquia, a Classe Sacerdotal. Uns e outros, de forma diversa, viveram a experiência da dor, da saudade, da indignação, e a consciência de culpa pela catástrofe que se abateu sobre o reino de Judá. Os escritos que surgiram em Judá no período do exílio revelam a intensidade do sofrimento e da desolação que o povo viveu. ...