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Catequeses Mistagógicas de São Cirilo de Jerusalém

Conjunto de cinco catequeses para recém batizados, de autoria de São Cirilo de Jerusalém, chamadas catequeses mistagógicas - do latim, catequeses "de formação". Primeira: No Batismo renunciamos a Satanás Segunda: A celebração do Batismo Terceira: A unção dos óleos no Batismo Quarta: Presença real de Cristo na Eucaristia Quinta: A Celebração Eucarística No Batismo renunciamos a Satanás 1. Desde há muito tempo desejava falar-vos, filhos legítimos e muito amados da Igreja, sobre estes espirituais e celestes mistérios. Mas como sei bem que a vista é mais fiel que o ouvido, esperei a ocasião presente, para encontrar-vos, depois desta grande noite, mais preparados para compreender o que se vos fala e levar-vos pelas mãos ao prado luminoso e fragrante deste paraíso. Além disso, já estais melhor preparados para apreender os mistérios todo divinos que se referem ao divino e vivificante batismo. Uma vez, pois, que vos proporemos uma mesa com doutrinas de iniciação perfei...

Desafios da catequese hoje: releitura do ato catequético a partir da pós-modernidade

Resumo Já virou lugar comum dizer que a fé cristã é encarnada e não pode se abster de assumir os desafios de seu tempo. Mas que desafios a catequese – cuja tarefa é transmitir a fé cristã, ou seja, proporcionar a experiência cristã de Deus – deve enfrentar hoje, neste mundo plural, multirreferencial e secularizado? O rol é imenso. Dentre tantos enumerados na literatura, este artigo trabalha, a partir do catequeta francês Denis Villepelet, quatro desafios que entendemos como mais urgentes: o desafio da interioridade, o desafio querigmático, o desafio pedagógico e o desafio da comunidade. A partir da compreensão dos mesmos, percebe-se a urgência de uma releitura do ato catequético, isto é, a necessidade de um novo paradigma catequético que responda às necessidades do tempo presente. Palavras-chave Catequese, paradigma, pós-modernidade, desafios, secularização Abstract It has become commonplace to say that the Christian faith is embodied and cannot abstain from taking on the...

Os magos que viraram reis

No Evangelho de Mateus (cf. 2,1-12), temos o curioso relato da procura dos magos pelo menino Jesus, guiados pela estrela. A Bíblia não fala, porém, de “três reis magos” como conservou a tradição e a religiosidade popular. Quem eram esses magos? De onde vem o número três e o nome destes homens? Primeiramente devemos nos lembrar de que o relato de Mateus não é um relato factual, ou seja, não se refere a um fato acontecido, mas a um fato teológico. Trata-se de um midraxe: um relato com intenção de atualizar a Escritura para mostrar sua força. Não e incomum nos Evangelhos este tipo de narrativa, assim como no Antigo Testamento. Primeiramente, a bíblia não fala de reis. Os reis magos não são reis, mas uma mistura de astrônomos com astrólogos; homens que observavam os astros para ver os sinais dos céus. Eram sábios, estudiosos dos astros que, por meio dos sinais celestes, faziam a leitura da vida. A expressão reis para eles não é bem acertada. Aquela imagem de reis com vestes e...