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Clero corrompido: vocações abortadas, heresias e outras podridões.

Adeus, Homens de Bem Paulo Pedrosa Como os Liberais trouxeram a corrupção para a Igreja Católica (Goodbye, Good Men: How Liberals Brought Corruption to the Catholic Church) Introdução É doloroso constatar o nível de degradação a que chegou grande parte do clero atual, pós Vaticano II, com escândalos de toda natureza em toda parte do mundo. Particularmente no campo da moral sexual, a mídia divulga cada vez mais casos de pedofilia e homossexualismo envolvendo clérigos e religiosos católicos. Isso se deve, em parte, à propaganda anticatólica massiva com a qual os meios de comunicação têm bombardeado o mundo inteiro, e em parte à atual decadência moral e doutrinária, talvez sem precedentes na História da Igreja. O livro recém lançado de Michael S. Rose, Goodbye Good Men, tenta exatamente identificar por que o clero atual padece tão grande número de escândalos. Sendo um católico conservador, ele atribui os problemas atuais da Igreja à ala liberal que passou a dominá-la após o conc...

Por que a Igreja Católica usa a cruz invertida, um símbolo satânico?

A CRUZ INVERTIDA : Também chamada Cruz de São Pedro é a cruz dos “satanistas”, alegam muitos protestantes. Essa afirmação soa um tanto chocante e demonstra uma profundo desconhecimento da história dos símbolos cristãos  por parte daqueles que a difundem! Porém, assim declara um  site evangélico : “No trono em que o papa estava sentado durante uma cerimônia no monte onde Jesus supostamente pregou o Sermão da Montanha, uma lápide atrás da cabeça do papa mostra uma cruz invertida de origem satânica! Explicação : Existe um motivo concreto para o uso da Cruz invertida, como explica o próprio livro evangélico: “História Eclesiástica: os primeiros quatro séculos da Igreja cristã”, de Eusébio de Cesaréia, editado pela CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus (2000), pág. 79: “Pedro parece ter pregado aos judeus da dispersão em Ponto, Galácia, Bitínia, Capadócia e Ásia, e no fim chegou a Roma e foi crucifi...

As Igrejas católicas de Rito Oriental

É UM TRISTE FATO que a maioria dos católicos jamais tenha ouvido falar dos católicos de Rito Oriental e, comumente, acabam confundindo a Igreja Latina, com suas tradições e disciplinas próprias, com a própria Igreja Católica. O cristianismo, no decorrer de sua história, apesar de procurar manter um núcleo de fé essencial, foi vivido e expressado de diferentes maneiras, dando origem assim a tradições variadas dentro da grande Tradição apostólica. Isto nos ajuda a compreender porque desde o início da Igreja foi se estabelecendo uma maneira oriental e outra ocidental de se viver o Evangelho. Chegou um tempo em que infelizmente esta unidade na diversidade foi quebrada, e aí vieram, por vários motivos, os cismas e divisões. No catolicismo há essa confusão de se achar que ser católico é ser latino. Muitos não conseguem entender que é possível ser plenamente católico e não ser latino.  Assim, para muitos católicos de rito latino, cujos números mais recentes indicam corr...

Temas espirituais em Star Wars

George Lucas GEORGE LUCAS OBTEVE uma façanha absolutamente inegável: desde o longínquo ano 1977, os filmes de sua saga interplanetária vêm quebrando todos os recordes de bilheteria e popularidade, um após outro. Foram-se duas trilogias, que mudaram a história do cinema e entre outras coisas revolucionaram a tecnologia dos efeitos especiais. Inicia-se agora uma terceira, – desta vez dirigida por J. J. Abraams, fã confesso da série, – que já antes do lançamento causou grande euforia e, mais uma vez, confirma as expectativas de grande fenômeno  pop  mundial, voltando a estabelecer novos e impressionantes recordes. As ideias de Lucas geraram, no mundo inteiro, um imenso universo de fã-clubes e dedicados grupos de estudos, além de livros,  graphic-novels , álbuns, brinquedos (muitos!), trajes, subséries de TV, etc, etc. O cineasta tornou-se um ícone para bem mais de uma geração, e inscreveu o seu nome no  hall da fama dos grandes mitos do...

A busca da verdadeira data do Nascimento de Cristo: 25 de dezembro é uma possibilidade histórica

O TEMPO LITÚRGICO do Natal vai da véspera do próprio Natal de Nosso Senhor até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, em 6 de Janeiro, quando se comemora o Batismo de Jesus. "Epifania" é a manifestação de Jesus como o Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo. A esse respeito, diz o seguinte o Catecismo da Igreja Católica: “ A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo. Com o Batismo de Jesus no Jordão e com as bodas de Caná, ela celebra a adoração de Jesus pelos 'magos' vindos do Oriente. Nesses 'magos', representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias d(e todas) as nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos 'magos' a Jerusalém para 'adorar ao Rei dos Judeus' mostra que eles procuram, em Israel, à Luz messiânica da estrela de Davi, aqu'Ele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos podem de...

O Nascimento de Jesus em Belém – conclusão

“ Na mesma região havia uns pastores que estavam nos campos e que durante as vigílias da noite montavam guarda a seu rebanho. O Anjo do Senhor apareceu-lhes e a Glória do Senhor envolveu-os de luz " (Lc 2,8-9) AS PRIMEIRAS TESTEMUNHAS do grande Acontecimento são pastores que estão em vigília. Muito se refletiu sobre o significado que possa ter o fato de os primeiros a receber a Mensagem terem sido precisamente pastores. Parece-me que não seja necessária demasiada perspicácia para superar tal questão: Jesus nasceu fora da cidade, num ambiente circundado por todos os lados de pastagens, para onde os pastores traziam seus rebanhos. Por isso, era normal que os primeiros chamados para ver o Menino na manjedoura fossem os pastores que estavam mais perto do Acontecimento. Naturalmente, pode-se desenvolver reflexões diversas a respeito: talvez os pastores vivessem não só externamente, mas também interiormente, mais perto do Acontecimento do que os habitantes da cidade, qu...

O Nascimento de Jesus em Belém – parte 2

Enfaixado numa manjedoura, o Portador da Salvação de toda a humanidade “ Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias par o parto, e ela deu à luz o seu Filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na sala ”  (Lc 2,6-7). INICIAMOS ESTE SEGUNDO estudo  a partir das últimas palavras desta frase: “por não haver lugar para eles na sala”. A meditação, na fé, dessas palavras, encontrou  nessa afirmação um paralelismo íntimo com as palavras, cheias de profundo conteúdo, que temos no Prólogo do Evangelho segundo S. João: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (1,11). Para o Salvador do mundo, aqu'Ele para quem todas as coisas forma criadas (cf. Cl 1,16), não há lugar. “As raposas têm tocas e as aves do céu tem seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20). Aqu'Ele que foi crucificado fora das portas da cidade (cf. Hb 13,12) também nasceu fora das portas da...